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DOENÇAS DO OLHO

CATARATA

CATARATA

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A catarata acontece pela opacificação do cristalino, uma lente natural que temos dentro do olho, sendo conseqüência do envelhecimento normal do nosso corpo. A grande maioria das pessoas a desenvolve após os 50 anos...

CERATOCONE

CERATOCONE

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CONJUNTIVITE

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DMRI

DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA A IDADE

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GLAUCOMA

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RETINOPATIA DIABÉTICA

RETINOPATIA DIABÉTICA

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RETINOPATIA HIPERTENSIVA

RETINOPATIA HIPERTENSIVA

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A retinopatia hipertensiva é causada pelo aumento da pressão arterial sistêmica, causando alterações nos vasos da retina que se afinam e depois dilatam extravasando sangue para dentro do olho. A hipertensão prejudica a visão causando...

PTOSE PALPEBRAL

PTOSE PALPEBRAL

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O excesso de pele nas pálpebras acontece pela perda de elasticidade ou queda dos tecidos (pele ou músculo). As "bolsas de gordura" são ocasionadas pela saída (herniação) de parte da gordura que fica em torno do globo ocular (figura 1 e 2)...

RETINOPATIA HIPERTENSIVA

MIOPIA, ASTIGMATISMO, HIPERMETROPIA

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Realizado desde 1991, o LASIK (escultura corneana através da aplicação de LASER no estroma) é até hoje a técnica cirúrgica a LASER mais utilizado para correção de grau de miopia, astigmatismo e hipermetropia. Um dos principais...

Estrabismo

ESTRABISMO

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É uma doença ocular na qual os olhos estão “desalinhados” ou "desviados" e olhando em direções diferentes. Um olho pode estar olhando em frente e o outro pode estar desviado para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

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CATARATA

Dr. Abrahão Lucena, M.Sc, PhD (USP)
Dr. José Newton, MD

A catarata acontece pela opacificação do cristalino, uma lente natural que temos dentro do olho, sendo conseqüência do envelhecimento normal do nosso corpo. A grande maioria das pessoas a desenvolve após os 50 anos, aparecendo raramente na juventude ou em crianças (figura 1).

Catarata
Figura 1- Catarata nuclear

O único tratamento da catarata é a cirurgia, que consiste na substituição dessa lente natural opaca por uma artificial transparente. A cirurgia é realizada através de facoemulsificação com anestesia local, não sendo necessário dar pontos, havendo assim uma recuperação mais rápida e confortável.

CERATOCONE

Dr. José Newton, MD

O ceratocone (figura 1) é uma protusão localizada da córnea. A córnea é a parte mais anterior do nosso olho, que comparado a um relógio, seria seu vidro. Acontece um afinamento corneano progressivo, gerando uma irregularidade com conseqüente baixa da visão. Nenhuma teoria explica completamente a origem do ceratocone.

Ceratocone
Figura 1- Córnea protusa

No início, pode não ser percebido, porque a baixa visual é leve. Sua evolução pode ser rápida ou levar anos (média de seis anos), até estacionar em qualquer estágio, necessariamente não tem que seguir até um grau severo.

Inicia-se geralmente na adolescência (80,0%), por volta dos 16 anos de idade, acometendo os dois olhos (90,0 % dos casos) com intensidades diferentes. A Incidência na população geral varia de 0,05 % a 0,5 %. No estágio inicial a perda de visão pode ser corrigida pelos óculos, mas com a evolução o astigmatismo irregular gerado requer correção com lentes de contato rígidas, que substituem a superfície corneana irregular por uma uniforme, melhorando a visão.

A identificação do ceratocone, principalmente nas fases iniciais, requer experiência do médico e uma cuidadosa investigação. Geralmente, acontecem modificações freqüentes dos óculos em curto período de tempo sem, no entanto, forneceram boa visão. A queixa de halos em torno das luzes e fotofobia (sensibilidade anormal à luz) é freqüente. Os principais exames diagnósticos são: retinoscopia, biomicroscopia com lâmpada de fenda, paquimetria e topografia corneana (figura 2). A topografia computadorizada da corneana é o principal exame, fornecendo tanto a localização como o grau do ceratocone (grau I, II, III e IV). O acompanhamento oftalmológico deve ser anual.

Corneana
Figura 2- Topografia corneana (aumento de curvatura inferior)

Não existe um tratamento específico, tudo depende do estágio da doença. Em caso onde os óculos e as lentes de contato não fornecem boa visão ou há intolerância ao seu uso, está indicado o implante de anel intra-estromal (figura 3). Por último, em 10,0% dos casos, o transplante de córnea (figura 4) é necessário.

Anel intra-estromal
Figura 3- Anel intra-estromal
Transplante de córnea
Figura 4- Transplante de córnea

CONJUNTIVITE

Médico responsável:
Dra. Emília Lucena, MD

É a inflamação da conjuntiva, uma membrana fina e transparente que reveste a esclera (parte branca dos olhos) e a face interna das pálpebras. Pode ser causada por vários motivos, mas os principais são: as infecções (virais e bacterianas), alergias e tóxicas.

Quanto às causas infecciosas as virais são mais freqüentes, acontecendo geralmente em surtos, sendo seu principal causador o adenovirus. A contaminação pode ocorrer até 10 dias após ter sido infectado, sendo a transmissão feita atrvés de mãos e objetos contaminados. Causa vermelhidão, lacrimejamento e fotofobia, geralmente autolimitada. Ao acordar os olhos podem permanecer pregados e uma sensação de areia nos olhos é freqüente. Dependendo do sorotipo do vírus pode causar inflamações mais intensas com formação de pseudomembranas na conjuntiva palpebral, hemorragias (figura 1) e opacificações numulares (redonda) na córnea (figura 2). Essa última cursa com baixa de visão de leve a moderada, dependendo da localização e quantidade de opacificações. Quando há formação de pseudomembranas um cuidado especial deve ser tomado pelo médico para retirada dessas pseudomembranas e o uso cuidadoso de antiinflamatório hormonal.

Conjuntivite
Figura 1- Hemorragia subconjuntival
Conjuntivite
Figura 2- Opacificações numulares

A prevenção é feita através do isolamento dos objetos do indivíduo doente, evitando-se também contato direto. Devem-se lavar as mãos sempre que possível com água corrente e sabão.

A conjuntivite alérgica é uma entidade bem comum, acontece geralmente nos dois olhos e pode ter período de melhora e reincidênia. Acometem mais os jovens e podem vir associada com outros tipos de processo alérgico (rinite). Além do olho vermelho e prurido, o inchaço das pálpebras pode ocorrer. A alergia pode acontecer pelo contato direto com substância alerg6enicas ou através do ar com o contato do pólen das flores.

Conjuntivite
Figura 2- Papilas em tarso superior.

O tratamento é feito com anti-alérgicos em forma de colírios, sendo os corticóides utilizados em casos especiais com acompanhamento rigoroso do seu médico oftalmologista.

DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA A IDADE (DMRI)

Dr. Daniel Lucena, Ph.D (USP)
Dra. Márcia Benevides, MD (USP)
Dr. Antônio Bruno Nepumuceno, Ph.D (USP).

A degeneração macular é a responsável pela maioria dos casos de cegueira em pessoas acima dos 50 anos. É provocada pelo envelhecimento da retina, que vai se afinando e desgastando com o passar dos anos. Se o desgaste chega até a mácula, o indivíduo perde a visão central, não distinguindo cores nem detalhes das imagens. Com a degeneração da mácula perde-se a capacidade de realizar atividades rotineiras como, por exemplo, ler ou enfiar linha numa agulha.

Existem dois tipos de degeneração macular relacionada à idade: a) A "seca", mais comum, é resultado do afinamento da mácula, com perda gradual da visão. b) A degeneração macular úmida, que ocorre em apenas 10% dos casos, é provocada por hemorragias na retina. Neste tipo, a perda de visão ocorre rapidamente (figura 1).

DMRI
Figura 1- Degeneração macular

Ainda não se sabe a causa exata da degeneração macular relacionada à idade, mas os especialistas sugerem algumas medidas que podem ajudar a evitar o aparecimento da doença como é o caso da proteção ultraviolenta dos olhos, através do uso de óculos de sol ou de grau. Os sintomas da degeneração macular podem variar de pessoa para pessoa. Mas alguns sinais são alarmantes, e devem ser comunicados logo ao oftalmologista: a) Linhas retas parecem onduladas b) As cores ficam pálidas c) As palavras aparecem borradas.

Não há cura para a degeneração macular seca. No caso da degeneração úmida o LASER pode ser usado para impedir que a hemorragia continue. Recentemente surgiram tratamentos preventivos, com substâncias anti-angiogênicas, que são remédios que inibem o crescimento dos vasos anormais, impedindo uma evolução pior da doença e melhorando a visão central do paciente. Mesmo assim acontece uma perda parcial da visão.

GLAUCOMA

Dra. Emília Lucena, MD
Prof. Dra. Sabine Lucena, MD
Prof. Dr. Alexis Galeno, MD

O glaucoma é uma doença que atinge o nervo óptico, causado geralmente pelo aumento da pressão intra-ocular devido ao bloqueio do escoamento do humor aquoso (líquido que temos dentro do olho). Atinge principalmente adulto acima de 40 anos, sendo raro em crianças.
Sintomas como dor e lacrimejamento podem aparecer, mas na maioria das vezes não há sintomas. A perda da visão periférica, em médio prazo, é referida por boa parte dos indivíduos. A cegueira irreversível acontece mais nos casos não tratados (figura 1 e 2).

Glaucoma
Figura 1- Nervo óptico normal
Glaucoma
Figura 2- Nervo óptico escavado

O tratamento pode ser realizado com colírios, que devem ser usados durante toda a vida e, em alguns casos a cirurgia é necessária.
A prevenção é feita anualmente nos indivíduos acima de 40 anos, através da medida da pressão ocular, fundoscopia e campo visual. Em casos suspeitos a tomografia de coerência óptica é necessária.

RETINOPATIA DIABÉTICA

Dr. Daniel Lucena, Ph.D (USP)
Dra. Márcia Benevides, MD (USP)
Dr. Antônio Bruno Nepumuceno, Ph.D (USP).

O diabetes atinge todo o organismo e no olho provoca a retinopatia diabética, que são alterações que podem levar a cegueira por lesão da retina. Oitenta por cento dos diabéticos com mais de 25 anos de doença a possuem, sendo responsável por 4,8% dos casos de cegueira irreversível. Altos níveis de açúcar no sangue lesam os vasos da retina, causando hemorragias, depósitos de gordura, edema e isquemia (figura 1). Grandes hemorragias e descolamento da retina com perda visual pode acontecer.

Retinopatia diabética
Figura 1- Sangue e gordura no fundo do olho

Inicialmente não provoca sintomas, mas quando atinge a área central da retina (mácula) há baixa de visão significativa.

O acompanhamento médico oftalmológico deve ser anual. As grávidas diabéticas devem ter maior atenção no primeiro trimestre porque a retinopatia pode avançar a partir desta época. A angiografia fluoresceínica é um exame que ajuda no diagnóstico e acompanhamento da retinopatia e consiste de fotografia do fundo do olho em momentos distintos com injeção de contraste na veia.

O melhor tratamento é a prevenção, controlando a glicemia e diagnosticando precocemente. O LASER e medicações intra-oculares podem ser indicados com objetivo de prevenir maior perda de visão. Alguns casos necessitam de cirurgia.

RETINOPATIA HIPERTENSIVA

Dr. Daniel Lucena, Ph.D (USP)
Dra. Márcia Benevides, MD (USP)
Dr. Antônio Bruno Nepumuceno, Ph.D (USP).

A retinopatia hipertensiva é causada pelo aumento da pressão arterial sistêmica, causando alterações nos vasos da retina que se afinam e depois dilatam extravasando sangue para dentro do olho. A hipertensão prejudica a visão causando depósitos de substâncias, como gordura ou sangue, na área central da visão. O controle de sua pressão constitui fator fundamental para evitar a instalação ou evolução da retinopatia hipertensiva (figura 1).

Retinopatia Hipertensiva
Figura 1- Sangramento no fundo de olho do hipertenso

O tratamento dos depósitos de gordura ou de sangue na retina é feito com LASER, diminuindo o edema na região atingida, melhorando assim a visão. Os portadores de hipertensão devem marcar exame de fundo de olho com seu médico pelo menos uma vez ao ano.

PLáSTICA OCULAR

Ptose Palpebral

Prof. Dr. Cicero Narciso, MD (USP)
Prof. Dr. Levi Madeira, MD

O excesso de pele nas pálpebras acontece pela perda de elasticidade ou queda dos tecidos (pele ou músculo). As "bolsas de gordura" são ocasionadas pela saída (herniação) de parte da gordura que fica em torno do globo ocular (figura 1 e 2). A genética tem papel fundamental na causa, assim como a ação da força da gravidade, radiação solar e envelhecimento. O diagnóstico é feito pelo médico, a partir de queixas do paciente.

Ptose Palpebral (Blefaroplastia)

O médico deve confirmar a presença das alterações, indicando o tratamento mais adequado. A cirurgia deve partir da vontade do paciente. A anestesia é local, podendo ser feita uma sedaçõo. A cirurgia é feita através de cortes na pele, acompanhando rugas naturais já existentes. Em geral 10 dias são suficientes para o retorno às atividades, e pelo menos três meses para se observar o resultado final.

A prevençõo inclui os cuidados com a pele, evitar ganho e perda excessiva de peso e limitar a exposiçõo solar.

MIOPIA, ASTIGMATISMO, HIPERMETROPIA

Dr. Abrahão Lucena, M.Sc, PhD (USP)

Realizado desde 1991, o LASIK (escultura corneana através da aplicação de LASER no estroma) é até hoje a técnica cirúrgica a LASER mais utilizado para correção de grau de miopia, astigmatismo e hipermetropia. Um dos principais motivos que levam um indivíduo a realizar cirurgia refrativa é a estética, seguido de intolerância a lentes de contato. A idade ideal para o LASER é quando há estabilização do grau, o que coincide com a parada do crescimento do corpo, geralmente aos 20 anos.

Antes da cirurgia deve-se realizar a medida da visão, mapeamento de retina, análise da superfície (topografia) e espessura (paquimetria) corneana. Na topografia não pode se encontrar irregularidades e a paquimetria geralmente não pode ser menor que ½ milímetro (500 micra). Os usuários de lentes de contato devem suspendê-las para realização dos exames pré-operatórios. No caso das gelatinas suspender uma semana e para rígidas três semanas.

Cirurgia Refrativa a LaserA anestesia é local em forma de colírio. Um instrumento (bléfaro-estato) é utilizado para imobilizar a pálpebra. Um pequeno disco é confeccionado na própria córnea (figura 1 e 2) do paciente com um aparelho chamado microcerátomo, sendo em seguida levantado.

Miopia, Astigmatismo, Hipermetropia

A cirurgia é rápida, com média de cinco segundos por grau, havendo possibilidade (10%) de não retirar todo o grau. Durante a aplicação há um remodelamento da córnea por LASERESCULTURA (figura 3).

Miopia, Astigmatismo, Hipermetropia

O disco é reposicionado no leito estromal sem necessidades de pontos. A recuperação pode acontece em até 48 horas, dependendo da reação inflamatória de cada um, sendo utilizados apenas colírio antibiótico e anti-inflamatório preventivos. Alguns pacientes sentem, nas primeiras 6 horas, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e ardor, sendo indicado o uso de colírio lubrificante.

Ponderações devem ser feitas em indivíduos com graus elevados (miopia acima de oito, astigmatismo acima de quatro e hipermetropia acima de cinco), pois a escultura a LASER em excesso induz mudanças acentuada de curvatura corneano com efeitos visuais que podem provocar baixa na qualidade visual.

Estrabismo

Estrabismo

Dr. Cícero Narciso, MD (USP)

O QUE É ESTRABISMO?

É uma doença ocular na qual os olhos estão “desalinhados” ou "desviados" e olhando em direções diferentes. Um olho pode estar olhando em frente e o outro pode estar desviado para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Os desvios horizontais são mais comuns.
Estrabismo é um problema freqüente, ocorrendo em 2 a 5% das crianças, com a mesma incidência em ambos os sexos.

Estrabismo


O QUE CAUSA ESTRABISMO?

Várias sãos as causas do estrabismo. A mais comum é a genética, ou seja, a criança com estrabismo herdou o gene do pai ou da mãe. Na maioria das vezes, os pais não tem estrabismo manifesto, e podem ter mínimas alterações dos movimentos oculares, sem mesmo saber da existência delas.
Seis músculos em cada olho controlam os movimentos dos olhos. Para focalizarmos ambos os olhos em um objeto, todos os músculos de cada olho devem estar "balanceados" e trabalhando harmoniosamente. O cérebro controla estes músculos através de impulsos nervosos. Assim, doenças que afetam o cérebro, como paralisia cerebral, Síndrome de Down, hidrocefalia, prematuridade, viroses, traumas e tumores craneanos são acompanhadas freqüentemente de estrabismo.

COMO E QUANDO A VISÃO SE DESENVOLVE? UM POUQUINHO DE ESTRABISMO PODE SER NORMAL?

Logo que nasce, o bebê ainda não "aprendeu" a enxergar e nem a coordenar os músculos que movem os olhos. É comum o recém nascido desviar os olhos, ora para dentro, ora para fora.
Em torno de 3 meses de idade, o bebê começa a fixar o olhar e os olhos começam a ficar mais alinhados. Após os 6 meses de idade, o bebê NÃO DEVE DESVIAR MAIS OS OLHOS.
O bebê aprende a enxergar com os 2 olhos ao mesmo tempo, isto é, juntar as imagens que vem dos dois olhos e percebê-la como uma imagem única em 3 dimensões até os 2 anos de idade.
A visão continua seu maturamento até os 7-9 anos de idade, quando então a criança já tem a visão de um adulto. O “grau” que a criança possa ter vai variar com o crescimento, e podem ocorrer variações até os 21 anos ou até mais tarde.

O QUE É VISTA "PREGUIÇOSA"? POR QUE VEMOS CRIANÇAS COM UM TAMPÃOZINHO EM UM DOS OLHOS?

O nome correto da "vista preguiçosa" é AMBLIOPIA. Quando a criança desvia um dos olhos, o cérebro "desliga" o olho desviado, para que a criança não enxergue duplo. Este olho que fica "desligado" não desenvolve a visão adequadamente e pode ficar com um déficit permanente, se não for tratado a tempo. Quanto antes iniciado o tratamento, mais rápido e mais chances de recuperação total da visão deste olho. O tratamento da ambliopia consiste em estimular este olho que ficou "esquecido", fazendo a oclusão do "olho bom" com um tampãozinho que, de preferênca é colado ao rosto do bebê (como um "band-aid") ou colado nos óculos (não muito eficaz pois o bebê espia por cima ou por baixo dos óculos com o "olho bom").

COMO TRATAR?

Estrabismo verdadeiro NÃO CURA ESPONTANEAMENTE. Ao contrário, requer tratamento o mais precoce possível. Em todos os tipos de estrabismo, em primeiro lugar é preciso termos certeza de que os dois olhos estão se desenvolvendo bem, e nenhum está ficando “preguiçoso”. Devemos fazer o tratamento com o tampãozinho sobre o olho melhor, até que ambos estejam enxergando igual.
Alguns tipos de estrabismo podem ser corrigidos com óculos e raros tipos podem ser melhorados com exercícios ortópticos. A cirurgia ainda é o tratamento indicado para a maioria dos casos. A maioria dos casos de estrabismo deve ser operada ANTES DE 2 ANOS DE IDADE. Em 25 a 30% dos casos é necessária uma segunda cirurgia, às vezes uma terceira. A cirurgia de estrabismo em crianças é quase sempre realizada com anestesia geral em regime ambulatorial (não há necessidade de ficar internada no hospital). Muitas vezes é necessário operar os dois olhos, mas não é preciso colocar curativo sobre os olhos recém-operados.

O QUE O MEU FILHO TEM É MESMO ESTRABISMO?

COMO SABER SE HÁ ALGO ERRADO MESMO?

Como muitos bebês normais desviam um pouquinho os olhos até o terceiro mês de vida, na maioria dos casos, o diagnóstico de certeza é feito após esta idade. Mas... nem tudo é realmente estrabismo:
PSEUDOESTRABISMO: é uma condição que silmula a presença de estrabismo. Na maioria das vezes, ocorre a "impressão" de que a criança desvia os olhos para dentro embora os olhos estejam alinhados. Esta impressão é causada por pregas de pele verticais e base do nariz alargada, característica facial normal de muitos bebês chamada EPICANTO. À medida que a criança cresce, a base nasal vai ficando mais estreita e menos “achatada” e a aparência de desvio vai desaparecendo.

COMO POSSO DIFERENCIAR O PSEUDOESTRABISMO DO ESTRABISMO VERDADEIRO?

A melhor maneira é colocando a luz de uma lanterninha apontada para os olhos do bebê, ou, se a criança for maiorzinha, pedir para que ela olhe para a luz. O reflexo da luz deve ser visto na frente das pupilas (o pretinho no centro da parte colorida dos olhos), e de forma simétrica. Se a criança tem estrabismo verdadeiro, os olhos não estarão alinhados e o reflexo irá aparecer em lugares diferentes em cada olho: provavelmente cairá sobre a pupila em um dos olhos e mais lateral ou mais medial à pupila no olho desviado.

Estrabismo

Estrabismo

RECOMENDAÇÕES:

- A primeira avaliação oftalmológica deve ser feita ao nascer, antes da alta, pelo pediatra (TESTE DO OLHINHO)
- Nos 2 primeiros anos, uma avaliação oftalmológica completa a cada 6 meses, de preferência com um oftalmopediatra
- Após, uma avaliação oftalmológica completa anual, pelo menos até os 8-9 anos, de preferência com oftalmopediatra.
- A avaliação realizada na escola não é completa!


Fonte: Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica